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João Dinis Serro, ir para a página inicialJoão Dinis SerroMédico Psiquiatra

Percurso

Sobre mim

Joao Dinis Serro, medico psiquiatra

Nasci em Lisboa, onde realizei os meus estudos básicos e, mais tarde, frequentei Medicina na Universidade Clássica de Lisboa.

Em 1976 iniciei a minha carreira médica nos Hospitais Civis de Lisboa, cumprindo o percurso de formação então regulamentar. Em 1979 trabalhei na ilha do Pico, nos Açores, uma experiência que marcou profundamente o meu percurso, tanto do ponto de vista humano como científico. Exerci essas funções com grande dedicação e guardo com particular estima a relação criada com a população local, que, no final desse ano, me proporcionou um jantar de despedida.

Posteriormente, iniciei o internato de Psiquiatria no Hospital de Santa Maria, onde completei a formação e realizei o exame de saída da especialidade, obtendo a classificação máxima.

Em 1989 iniciei funções no Hospital São Francisco Xavier. Paralelamente à atividade hospitalar, desenvolvi também atividade académica na área da Psicologia Médica, primeiro como monitor e, pouco tempo depois, como assistente convidado. Lecionei aulas práticas e participei em trabalhos de investigação científica com o Professor Simões da Fonseca.

Foi através desta colaboração que dei os primeiros passos no estudo das neurociências e aprofundei a compreensão da Psiquiatria e da sua relação com outras áreas do conhecimento. O diálogo com o Professor Simões da Fonseca prolongou-se durante várias décadas e teve uma influência importante no meu percurso profissional.

Ao longo desses anos mantive uma atividade clínica diversificada, incluindo prática hospitalar, acompanhamento em ambulatório, intervenção comunitária e Psiquiatria Forense. Enquanto Assistente Graduado de Psiquiatria da carreira hospitalar no Hospital São Francisco Xavier, colaborei também com centros de saúde e com médicos de Medicina Familiar, desenvolvendo atividade em diferentes instituições entre Lisboa e Cascais.

Durante este período candidatei-me igualmente a membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, como membro candidato, procurando aprofundar os conhecimentos sobre a perspetiva psicodinâmica. Esta experiência permitiu-me contactar e trocar conhecimentos com colegas portugueses e estrangeiros ligados à Psicanálise.

Mais tarde frequentei um mestrado em Filosofia da Mente na Universidade Clássica de Lisboa. Considero que este percurso foi particularmente importante, por me ter permitido abordar as questões relacionadas com a mente através de uma linguagem mais abrangente e interdisciplinar.

Ao longo dos dois anos do mestrado, foram especialmente importantes e estimulantes os diálogos com o Professor Manuel Lourenço e com João Branquinho. Este período permitiu-me compreender melhor a amplitude das áreas de conhecimento relacionadas com a mente humana, ultrapassando uma visão limitada à relação entre mente, cérebro e corpo e explorando a dimensão interdisciplinar deste vasto campo de estudo.

Posteriormente, através de concurso público, regressei ao Hospital de Santa Maria. Neste serviço, o ensino prático assumia uma importância significativa e participei ativamente na formação de médicos internos, médicos do ano comum e estudantes de Psiquiatria, privilegiando o diálogo e a discussão clínica como instrumentos de aprendizagem.

No âmbito desta ligação entre Psiquiatria e Filosofia, apresentei também, num Congresso de Psiquiatria e Filosofia, um trabalho intitulado «Causalidade Mental».

Ao longo da minha carreira tive ainda a oportunidade de trabalhar e conviver com mestres como Carlos Amaral Dias e António Coimbra de Matos, de quem guardo a amizade, o conhecimento transmitido e o encorajamento que acompanharam o meu percurso profissional.

A minha atividade foi-se construindo, assim, através da prática clínica, do ensino e de um interesse permanente pelas diferentes formas de compreender a mente humana. A Psiquiatria, a Psicologia Médica, a Psicanálise, as Neurociências e a Filosofia foram-se cruzando ao longo desse percurso e contribuíram para uma visão da pessoa que procura ir além dos sintomas, considerando também a sua história, experiência e contexto.

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